• Francisco Martins

ATIVIDADE FÍSICA EM CONTEXTO DE COVID

O desafio de recomeçar o exercício depois de uma paragem “obrigatória”.


TIME OUT


Neste “time out” das nossas vidas as crianças foram as primeiras a adaptar-se às mudanças e este período de paragem potencializou a inatividade física. Dentro de casa encontraram novas atividades e ajustaram-se ao espaço e aos tempos que vivemos onde os portáteis e as consolas foram reis. Os pais tiveram de manter-se on-line procurando responder às exigências das suas profissões e, de repente, passaram 4 meses.

Quem é ativo conseguiu encontrar desafios diferentes e, para os que têm filhos partilharam com eles momentos em atividade física que até potenciaram uma ligação mais próxima e tonaram-se inesquecíveis, mas não foram suficientes. Para os menos ativos estes foram tempos difíceis porque sem sair de casa a cozinha estava demasiado próxima, o sofá ali ao lado e os écrans sempre ligados. A atividade física deixou de fazer parte do seu dia-a-dia mesmo que o exercício diário fosse a deslocação para o trabalho.


As implicações na aptidão física foram dramáticas, mesmo para os mais ativos (salvo raras exceções), nunca tínhamos vivido nesta “bolha” o que implicou uma redução drástica da aptidão cardiovascular, da massa muscular e um aumento significativo da obesidade associado a um consumo excessivo de açúcar nas suas variadas formas.



AS FÉRIAS

Entretanto vieram as férias de verão que indiscutivelmente colaboraram na melhoria dos índices físicos gerais e obviamente nos marcadores de saúde, principalmente nas crianças que aproveitaram este período alargado para muita atividade com muitos estímulos. Os adultos nem sempre aproveitam as férias para o exercício e muitas vezes excedessem-se porque tem a desculpa de estar de férias. Mas nem as crianças nem os adultos recuperaram do período de paragem porque

não o prepararam para uma recuperação.



OS HABITOS ADQUIRIDOS


Assim tem sido um desafio recomeçar o exercício depois de uma paragem “obrigatória” e tentar eliminar hábitos adquiridos neste período tona-se uma batalha. O panorama mostra-nos crianças menos predispostas à atividade física com medo da contaminação e pais tão preocupados com a pandemia que

esquecem os efeitos a longo prazo que esta paragem implicou. Os adultos voltam para casa do trabalho e a já nem colocam a hipótese de ir ao paredão dar uma corridinha porque a máscara terá de fazer parte da indumentária. Muitas crianças já nem no skate pegam para carregarem nos botões da PS quando chegam a casa.



A BARREIRA A ULTRAPASSAR


Assim a minha proposta perante este quadro pandémico prende-se com a consciencização da necessidade de recuperação que implica um “reboot”. Ultrapassada a barreira mais difícil de todas que é vestir e calçar os ténis tudo se tonará mais fácil, segue-se o saber o que fazer e saber o que comer. Nestas duas áreas não faltam profissionais competentes e muito bem preparados para garantir resultados adequados a cada um de nós.



O DESAFIO


Reencontre-se com o seu grupo de amigos do ginásio, do futebol, do SUP ou do padel mesmo que seja só para fazer uma caminhada. Comece devagar, lembre-se do tempo que esteve parado.

Coloque os seus filhos novamente num desporto, os clubes estão a trabalhar com regras apertadas e em sintonia com a DGS e garantirão não só uma prática desportiva mas também amigos que ficam para a vida.


Divirta-se, o desporto serve para isso!


Francisco Martins

Mestre em Ed. Física

Fundador e Presidente da Direção do Paço de Arcos Clube

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