Nutrihealth Kids

A obesidade infantil está associada a uma maior probabilidade de morte prematura e incapacidade na idade adulta. Crianças com sobrepeso e obesas têm maior probabilidade de permanecer obesas até a idade adulta e desenvolver doenças não transmissíveis (DNTs) como a Diabetes e doenças cardiovasculares. Para a maioria das DNTs resultantes da obesidade, os riscos dependem parcialmente da idade de início e da duração da obesidade. Crianças e adolescentes obesos podem sofrer consequências para a sua saúde, tanto de curto como de longo prazo.

As consequências do sobrepeso e obesidade na infância muitas vezes não se tornam aparentes até a idade adulta, e podem-se revelar em doenças tais como:

a) Doenças cardiovasculares (principalmente doenças cardíacas e derrame)

b) Diabetes
c) Distúrbios músculo esqueléticos, especialmente osteoartrite;
d) Certos tipos de cancro (endométrio, mama e cólon)

Contudo o sobrepeso e a obesidade, bem como as doenças relacionadas, podem ser evitadas. A prevenção da obesidade infantil precisa de ser encarada como sendo uma prioridade, sendo que em Portugal é um dos eixos prioritários do Plano Nacional de Saúde.

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De acordo com os critérios da OMS, a prevalência de excesso de peso infantil (pré-obesidade + obesidade) em Portugal era uma das mais elevadas ao nível de países como a Grécia, Itália, Espanha e Malta. Contudo, a prevalência de excesso de peso nas crianças portuguesas tem vindo a diminuir consistentemente nos últimos anos (-8,3% de 2008 a 2019) apresentando-se por isso em melhor posicionamento a par da média europeia global.

 

Segundo os dados de 2019, verificou-se uma diminuição do excesso de peso nas crianças de 37,9% em 2008 para 29,6% em 2019, tendo atingido a meta da OMS. No entanto, ainda uma em cada três crianças apresenta excesso de peso e 10,6%  de obesidade infantil.

Várias medidas têm sido implementadas em Portugal, tais como:

  • Reformulação do teor de sal, açúcar e gorduras trans dos produtos alimentares; 

  • Revisão do imposto especial de consumo sobre as bebidas açucaradas; 

  • Modificação da oferta alimentar em determinados espaços públicos;

  • Publicação e difusão de Recomendações Alimentares e de Estilo de Vida.

Contudo permanecem hábitos de consumo pouco saudáveis entre os jovens, de entre os quais:

  1. alto consumo de refrigerantes (mais de 40% dos jovens bebe diariamente);

  2. baixo consumo de frutas e vegetais (mais de metade tem um consumo abaixo do recomendável);

  3. alto consumo de açúcar (mais de 20% consome acima dos níveis recomendados).
     

A par com uma alimentação saudável, a prática de atividade física, o sono suficiente e com qualidade, a gestão dos níveis de stress (as crianças também sentem stress), e um forte suporte emocional apresentam-se como sendo os pilares fundamentais para a saúde geral das nossas crianças, com reflexo na sua saúde mental, no seu desempenho escolar e até no reforço da sua autoestima.

De pequenino se torce o pepino, e se incluem hábitos de vida saudáveis. 

Fontes:  DGS.ptCEIDSS.com | WHO.int