• Ana Jorge

ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL

Conheça as bases da alimentação sustentável e da Dieta Planetária.



Será Possível alimentar uma população cada vez maior reduzindo o impacto ambiental e respeitando a biodiversidade e os ecossistemas e ao mesmo tempo cumprir os requisitos nutricionais necessários? A resposta pode passar por adotar aquilo a que os pesquisadores chamaram de Dieta Planetária.


O QUE É A DIETA PLANETÁRIA? Na realidade, significa uma alimentação amiga da sua saúde e do ambiente, com especial atenção e recomendações na:


  • Origem dos alimentos

Optar por produtos nacionais e, de preferência, que venham de pequenos

produtores e mercados locais. Quando escolhemos fruta oriunda de milhares de quilómetros temos que ter em conta que o facto de viajarem, de avião ou

de barco, implica a libertação de grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, o que não é sustentável para o planeta... para além que quando compramos local os alimentos costumam ser mais frescos e com mais sabor!

  • Sazonalidade

Hoje em dia estamos habituados a ter praticamente todas as variedades de frutas e legumes durante todo o ano. Respeitar a sazonalidade dos alimentos é uma prática mais sustentável para o planeta.


  • Produção

As recomendações internacionais defendem a redução do consumo de proteína animal e o aumento do consumo de frutas, legumes e vegetais. A produção de alimentos contribui com 25% das emissões totais de gases de efeito estufa, sendo 50% dessas emissões atribuíveis à carne bovina e vermelha. Substituir carne vermelha por proteína vegetal tem o potencial de melhorar tanto a sua saúde como a do ambiente.


Isto significa abolir o consumo de carne, peixe e lacticínios?


Não, mas significa reduzir o seu consumo e optar por fontes de proteína vegetal.

Assim, os frutos secos e as leguminosas (grão, feijão, lentilhas) devem fazer

parte da nossa alimentação DIÁRIA e as frutas e vegetais devem constituir

METADE do nosso prato. Dar preferência a frutas e vegetais provenientes de agricultura biológica (que não recorre a adubos químicos e pesticidas) e optar por carne que vem de animais que passam mais tempo ao ar livre e cuja alimentação provém, maioritariamente, dos pastos onde se inserem são também aspetos a ter em conta.


Quanto ao peixe, embora este tenha um impacto ambiental menor do que a carne, também é necessário ter em conta alguns fatores para que seja realmente sustentável: preferir a pesca tradicional e respeitar a sazonalidade das espécies são alguns deles.


  • Embalagem e Transporte

As embalagens que são utilizadas e o meio em que são transportados são também determinantes para a pegada ambiental. Escolher os mercados tradicionais locais e levar o nosso próprio saco reutilizável são algumas medidas que devemos ter em conta.


  • Desperdício

Todos os anos, em todo o mundo, um terço da produção alimentar é desperdiçada, ou seja, um terço da comida que se produz vai para o lixo!

Sendo que se este desperdício fosse aproveitado, seria suficiente para alimentar dois mil milhões de pessoas ou seja, daria para dar de comer duas vezes a todos aqueles e aquelas que passam fome em todo o mundo...

Todos os intervenientes na cadeia alimentar têm um papel a desempenhar na prevenção e redução do desperdício alimentar, desde aqueles que produzem o alimento (agricultores, fabricantes alimentares), os que disponibilizam os produtos para serem consumidos (retalhistas e setor hoteleiro) e por último os próprios consumidores.


A nós, enquanto consumidores cabe-nos ter consciência e evitar o desperdício

alimentar nas nossas casas o qual é responsável por 40% do total do desperdício alimentar em Portugal.


Fazer uma lista de compras (para evitar comprar mais do que precisa), ir mais

vezes às compras, aproveitar os restos do jantar de ontem, armazenar bem os alimentos e aproveitar os restos para fazer sopa ou estufados são algumas dicas para ajudar a reduzir o desperdício alimentar.



A DIETA MEDITERRÂNICA COMO EXEMPLO DE DIETA PLANETÁRIA


A dieta mediterrânica pode ser um bom exemplo de alimentação sustentável,

já que:


1. Promove a diversidade, reduzindo o consumo de carne e peixe;

2. Incentiva a utilização de produtos locais e sazonais (diminuindo-se os custos com energia, embalagem e transporte inerentes à importação);

3. É adequada do ponto de vista nutricional, segura e economicamente justa.


Num grande estudo que reuniu especialistas em nutrição e saúde ambiental, a

EAT-Lancet Commission concluiu que a dieta ideal para a saúde humana e planetária envolve uma redução de mais de 50% no consumo de carne vermelha e açúcares adicionados, com substituição por alimentos vegetais frutas, legumes, legumes e frutos secos.


Na verdade, grande parte das doenças crónicas tais como a Diabetes, a doença

cardiovascular e certos tipos de cancro podem ser evitadas pela adoção de um

estilo de vida saudável, do qual faz parte uma dieta saudável que promove o

consumo de alimentos integrais, naturais e vegetais e que diminui o consumo

de alimentos processados e de origem animal.


Uma Dieta que é melhor para si e para o Planeta!

Se ficou interessado e deseja mais informações consulte:


- Relatório EAT 2017: https://eatforum.org/eat-lancet-commission/


- WHO Guidelines – Healthy DIET: https://www.who.int/health-topics/healthy-diet#tab=tab_1


- United Nations Presents: EAT – Planetary Diet: https://www.youtube.com/watch?v=RD4u9L_jd8g



10 visualizações

JUNTE-SE A ESTA COMUNIDADE!

  • Black Twitter Icon
  • Black Facebook Icon
  • Black Google+ Icon

© 2019 por Ana Jorge | Nutrihealth Coaching.